Nesta segunda-feira (20), foi anunciada pela Agência para a Administração e Controle de Alimentos (FDA) que a lechuga de uma empresa mexicana não está relacionada ao recente surto de diarréia explosiva ocorrido nos Estados Unidos. A análise revelou um falso positivo para o parasita Cyclospora na lechuga que vinha de Guanajuato.
Durante o fim de semana, a FDA alertou a empresa Taylor Farms sobre a contaminação. Posteriormente, uma nova amostra de lechuga ralada testou positivo novamente durante um exame de importação. O resultado foi retificado no dia 19 de julho, domingo.
A investigação permanece ativo, com foco na lechuga iceberg ralada que recebe distribuição das instalações da Taylor Farms no centro do México. A empresa optou por retirar voluntariamente o lote que pode ter sido afetado, abrangendo o período entre 29 de junho e 16 de julho.
Impacto do Surto nos Estados Unidos
Até o momento, os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças registraram 1.645 casos confirmados do surto em 34 estados, com outros 5.100 casos ainda em investigação. O estado de Michigan é destacado como o mais atingido.
A identificação da fonte de contaminação tem se mostrado uma tarefa complicada, pois o parasita Cyclospora não é transmissível entre pessoas. O período de incubação para a doença também pode levar até 14 dias, dificultando a conexão entre os sintomas e os alimentos ou água consumidos.
Possíveis Sintomas e Preocupações
Os sintomas típicos da diarréia explosiva incluem evacuações frequentes, perda de apetite, cólicos, distensão abdominal e náuseas. Em casos mais severos, a desidratação pode ocorrer, levando a complicações que necessitam de cuidados médicos especializados.
Em 2024, a Taylor Farms já havia realizado a retirada de lotes de cebola amarela após um surto de E. coli associado a hambúrgueres da rede McDonald’s, que resultou em mais de 100 pessoas doentes em 14 estados.
