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Pacto em BCS gera conflitos; Morena pode perder o estado

A descoberta do corpo decapitado de Carlos Beltrán Olmeda, ex-oficial maior de Los Cabos, gerou grande preocupação no estado de Baja California Sur (BCS). Seu desaparecimento, que ocorreu após sua renúncia ao cargo, intensificou a onda de violência, levantando sérias dúvidas sobre a interação entre o narcotráfico e a política local.

A trágica morte de Beltrán destaca a escalada da violência na região.

O assassinato revela uma conexão alarmante entre o narcotráfico e as autoridades governamentais. O governador atual, Víctor Castro, que recebeu suporte do presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) nas eleições, é suspeito de ter vínculos com organizações criminosas. Castro teria facilitado a entrega dos direitos de Los Cabos a Beltrán, que ocupou o cargo durante a administração do prefeito Óscar Leggs, vinculado ao partido Morena, e mais tarde sob o atual prefeito Christian Agúndez, do PT.

Negativas e implicações políticas

Apesar das evidências, Castro se pronunciou negando qualquer relação com Beltrán, demonstrando uma postura de desdém em relação à gravidade do narcotráfico na área. Em uma entrevista, Óscar Leggs destacou que a escolha de Beltrán como oficial maior foi uma decisão do governo estadual e não uma iniciativa pessoal, levantando questionamentos sobre a dinâmica de poder e a responsabilidade política nessa relação.

Conflitos e acusações políticas

As rivalidades políticas se intensificaram, especialmente com a alcaldesa Milena Quiroga fazendo diversas acusações contra outros políticos, incluindo Leonel Cota, a quem responsabilizou por corrupção em relação ao uso de recursos públicos. Paralelamente, Beltrán enfrentava alegações de envolvimento com o Cartel de Sinaloa, o que resultou em sua demissão e posterior desaparecimento.

Seu corpo foi encontrado em uma fossa em Los Cabos apenas uma semana após seu afastamento, levantando sérias preocupações sobre a segurança pública na região e sobre a participação de figuras políticas em atividades criminosas.

Beltrán fez sua última aparição em 25 de maio de 2026, quando anunciou sua renúncia, alegando “motivos pessoais”. Antes disso, surgiram faixas que o denunciavam devido a supostas ligações com o crime organizado, fato que ele sempre negou.

Vale ressaltar que, em 2021, Beltrán exerceu a função de responsável pelas finanças da campanha de Víctor Castro para o governo.

Desafios internos para o Morena

Dentro do partido Morena, notam-se divisões significativas, especialmente após a decisão de apoiar Milena Quiroga como candidata, em detrimento de Rubén Muñoz, que estava em uma posição forte nas pesquisas anteriores. Essa falta de união pode colocar em risco a continuidade do poder em BCS, especialmente se a oposição formada por PAN, PRI e MC conseguir se consolidar.

A possibilidade de um aumento na votação e uma eventual coalizão nas eleições estão em jogo; a disposição do PAN em se unir aos demais partidos poderá ser crucial nas próximas eleições. A situação permanece tensa e cheia de incertezas, enquanto a violência e o crime se entrelaçam com a política na região.