Após a vitória de 2-1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026, os jogadores da seleção argentina levantaram uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas”. O evento simbólico ocorreu na quarta-feira (15), durante a celebração no Estádio Atlanta, onde atletas como o meio-campista Giovani Lo Celso e o defensor Nicolás Otamendi trouxeram à tona um tema delicado para muitos argentinos.
O capitão Lionel Messi também participou da celebração, unindo-se aos companheiros que erguiam o cartaz. Em meio à comemoração, a equipe foi ouvida cantando o provocativo “quem não salta é um inglês”, uma expressão comum entre os torcedores argentinos, utilizada mesmo em jogos que não envolvem a Inglaterra.
¡Las Malvinas son Argentinas! 🇦🇷 Prohibieron llevarlas a la cancha y se olvidaron que las llevamos en la sangre y el corazón. pic.twitter.com/qB455HeqVX
— Victoria Villarruel (@VickyVillarruel) July 15, 2026
O atleta Leandro Paredes destacou a relevância da questão, afirmando que as Ilhas Malvinas “sempre serão argentinas”. Lautaro Martínez, autor do segundo gol, salientou que, apesar do conflito dos anos 80, o jogo tinha um significado especial para eles, além de ser “apenas mais um”.
“Fizemos o possível para controlar a ansiedade e separar os eventos fora de campo, mas para nós, era um jogo singular”, comentou Lautaro durante entrevistas.
Regulamentação da FIFA e Possíveis Consequências
De acordo com o Código de Conduta da FIFA, é expressamente proibido realizar manifestações políticas em estádios, o que inclui a exibição de faixas, cânticos ou qualquer material que contenha conteúdo considerado ofensivo ou discriminatório. Em função desta exibição, a Argentina pode enfrentar sanções.
Clima do Jogo e Preocupações Antes do Conflito
Antes da partida, o técnico Lionel Scaloni fez um pedido à imprensa e aos torcedores para não vincularem o jogo ao histórico conflito de 1982. “É um jogo de futebol. O que podemos fazer sobre eventos passados? É triste e desnecessário”, afirmou. Ele se opôs à ideia de alimentar rivalidades e enfatizou que a história dolorosa não deveria ser marcada por recordações constantes.
Jogadores como Cristian ‘Cuti’ Romero e Alexis Mac Allister também reforçaram essa perspectiva, argumentando que o futebol deve ser desvinculado de questões políticas e históricas. “Não devemos misturar as coisas com o futebol. Nossa esperança é chegar à final e entregar o nosso melhor”, finalizou Mac Allister.
