A fiscalização da Fiscalía General de la República (FGR) descobriu um esquema de contrabando que trouxe aproximadamente 15 milhões de litros de combustível não declarado ao México. Este esquema está ligado à empresa Ingemar e seu acionista, o ex-governador de Baja California, Ernesto ‘N’, resultando em um prejuízo superior a 4 bilhões de pesos para os cofres públicos.
As investigações revelaram que a rede se disfarçava de um comércio legítimo, com empresas de importação de derivados de petróleo e serviços portuários, que utilizavam métodos fraudulentos para evitar o pagamento de impostos. Segundo a FGR, as operações de importação reportavam quantidades significativamente menores do que as reais ou até produtos diferentes do que realmente eram transportados.
O meio de transporte e redistribuição do combustível ilegal
Os carros-tanques de ferrovia eram o principal método de transporte do combustível. Eles declaravam apenas 10% da capacidade total, por exemplo, diziam transportar 10 mil litros quando na verdade levavam até 110 mil litros. A FGR informou que a conivência de agentes aduaneiros e da Secretaria da Marinha facilitou a passagem do combustível sem as devidas inspeções.
Após a chegada ao México, o combustível não declarado era transferido para pontos de conexão, conhecidos como espuelas ferroviárias, por onde era redistribuído. Em locais sem as devidas autorizações, o produto era descarregado em caminhões de diversas empresas, que o revendiam em várias regiões do país.
Impacto financeiro do esquema
As conseqüências fiscais desse esquema ilegal são avassaladoras. As autoridades estimam que a evasão do Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS) excede 88 milhões de pesos, enquanto o valor relacionado ao IVA soma mais 18 milhões, resultando em um impacto total de cerca de 106 milhões de pesos na Fazenda Pública.
Entre janeiro e julho de 2025, a rede executou 4.238 importações fraudulentas nas aduanas de Nuevo Laredo, Ciudad Camargo, Matamoros e Reynosa, que estão situadas no estado de Tamaulipas.
