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FIFA vende césped da final do Mundial 2026 e projeta 9 mil mdd

No dia 19 de julho, a FIFA dará início à venda de pedaços do césped que será utilizado na final do Mundial de 2026, que acontecerá no estádio MetLife, em Nova Jersey, Estados Unidos. Cada fragmento será vendido por 450 dólares e promete se tornar um item valioso para colecionadores.

Essa iniciativa faz parte de um extenso plano de monetização, que abrange desde a venda de réplicas de ingressos a produtos exclusivos na plataforma digital, configurando uma estratégia comercial sem precedentes para o evento que se realizará na América do Norte.

A loja online da FIFA já está disponível para os interessados, ressaltando que cada segmento de grama é um “item único” que representa um pedaço da história do futebol. Cada fragmento inclui uma parte autêntica da superfície de jogo da final.

As porções de grama serão protegidas em acrílico de alta qualidade e virão acompanhadas de um dispositivo USB, tudo embalado de forma especial. Para quem não conseguir ingressos, a FIFA tem à disposição uma réplica personalizada do bilhete, que custa 19 dólares e traz o nome do comprador e informações fictícias sobre o assento.

Outra alternativa oferecida é o “Super Shoutout”, no qual o nome dos torcedores será projetado em telões durante os jogos, com um preço inicial de 99 dólares, atualmente em promoção por 79 dólares. As vendas desses produtos se encerram três dias antes de cada partida, porém, neste momento, somente as semifinais, a disputa pelo terceiro lugar e a final estão disponíveis.

Na loja online, também podem ser encontrados discos de vinil com 14 faixas da edição especial da FIFA World Cup 2026, fruto de uma parceria com os Rolling Stones, custando 75 dólares. Outras ofertas incluem malas de viagem por 350 dólares e um álbum oficial que reúne artistas de várias partes do mundo, ao preço de 48 dólares.

Expectativa de receitas de 9 bilhões de dólares

A FIFA estima arrecadar aproximadamente 9 bilhões de dólares diretamente com o Mundial de 2026, um aumento de cerca de 2 bilhões em comparação ao torneio anterior, ocorrido em 2022 no Catar. As empresas que oferecem alimentação e bebidas nos estádios estão entre os principais beneficiários, com relatos indicando que os torcedores gastam em média 100 dólares durante as partidas, quase o dobro do que se costuma gastar em jogos da NFL.

Os anunciantes também têm se beneficiado das pausas para hidratação, que transformaram os típicos dois tempos em um formato mais similar ao de esportes americanos, com quatro quartas. Um estudo do Bank of America, realizado entre 10 e 21 de junho, observou um aumento de 6,3% nas compras com cartões de crédito e débito nas sedes do Mundial, com visitantes de outras cidades gastando 16,7% a mais do que no ano anterior.

Com o aumento do número de seleções de 32 para 48 e a duplicação da bolsa de premiação, que alcançou um recorde de 871 milhões de dólares, cada país terá garantido um valor mínimo de 12,5 milhões apenas por sua participação no torneio. Cabo Verde, por exemplo, já recebeu mais de 21 milhões, representando cerca de 0,75% do PIB do país.

Apesar das preocupações com os preços altos dos ingressos, os estádios estão lotados e os astros do futebol têm se destacado em campo. O torneio também expandiu sua representação global, com nove seleções africanas avançando para a fase eliminatória, proporcionando aos torcedores uma experiência de hospitalidade memorável nos países anfitriões, em contraste com as edições anteriores na Rússia e no Catar.

Ainda não está claro como as críticas recebidas pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, após uma polêmica chamada de Trump impactarão a instituição. Contudo, a maioria das associações membros continua a apoiá-lo, destacando que a FIFA se encontra na melhor fase da sua história. Em meio a controvérsias, o controle de Infantino sobre a entidade permanece sólido, conforme relatórios financeiros internacionais.