No dia 16 de julho, ocorreu o trágico feminicídio de Dafne Zapata na Academia Militarizada Marina Doenitz. Em resposta ao caso, a Secretaria de Educação Pública (SEP) anunciou a suspensão de escolas militarizadas em todo o país. Até o momento, três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento na morte da adolescente.
A morte de Dafne, que tinha apenas 13 anos, desencadeou investigações profundas. A SEP reforçou que todas as instituições que oferecem educação militarizada para crianças não possuem autorização e estão sujeitas a investigações rigorosas. A causa da morte foi alegadamente asfixia por submersão, e familiares da jovem relataram casos de agressões enquanto ela estava na academia.
Os detalhes do falecimento de Dafne Zapata
Após ingressar na academia, Dafne desmaiou enquanto estava tomando banho, segundo a reportagem da escola. O incidente está sendo tratado como feminicídio pela Fiscalia de Tamaulipas, levando à prisão do diretor da escola e de duas funcionárias. Em decorrência do caso, a SEP decidiu revisar as licenças de funcionamento das academias antes do início do ano letivo de 2026-2027.
Conforme a necropsia, a causa da morte foi afogamento. A mãe de Dafne, Alejandra Quintos, afirmou que sua filha foi submetida a torturas durante quatro dias antes de sua morte. Ex-alunos da academia também corroboraram as denúncias de punições extremas praticadas na instituição.
Diretor e funcionárias são presos por feminicídio
A investigação do feminicídio continua, e o juiz de controle confirmou que o diretor Jorge Luis ‘N’ e a gestora Estrela ‘N’ estão vinculados ao processo judicial. Ambos enfrentam um julgamento em prisão preventiva devido à sua possível participação no crime. O caso levantou preocupações sobre a legalidade das escolas militarizadas, uma vez que a SEP confirmou que não possuem autorização para operar.
Adicionalmente, a mãe de Dafne acredita que mais pessoas precisam ser investigadas. As denúncias de tortura e maus-tratos têm recebido grande atenção, resultando em uma verificação minuciosa das operações dessas instituições em todo o país.
A resposta do governo sobre academias militarizadas
O ministro da SEP, Mario Delgado, ressaltou em uma coletiva que as escolas militarizadas são totalmente ilegais no Brasil. Ele destacou que as práticas militares voltadas para crianças contrariam a legislação e os princípios dos direitos humanos que regem a educação. O governo se compromete a combater qualquer forma de violência ou abuso nas escolas.
Por fim, a Secretaria de Defesa Nacional explicou que não possui autoridade para autorizar ou supervisionar essas academias, negando qualquer vínculo com a Academia Doenitz. O governo mexicano reafirma seu empenho na proteção das crianças contra qualquer tipo de agressão no sistema educacional.
