O assassinato de Valentín Lavín, alcalde de Temoac, Morelos, que ocorreu em 22 de julho, está sendo investigado devido a suas supostas ligações com organizações criminosas. Omar García Harfuch, secretário de Segurança e Proteção Cidadã, informou sobre denúncias que associam Lavín a homicídios de ativistas e opositores políticos.
O prefeito estava sob vigilância policial por conta de seus vínculos com as células criminosas conhecidas como Los Aparicio e Los Huazulco, as quais estão implicadas em diversos crimes na região, como sequestros, extorsões, narcotráfico e homicídios. Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 24 de julho, García Harfuch destacou que a principal linha de investigação gira em torno da rivalidade entre grupos criminosos, sugerindo uma relação direta de Lavín com atividades violentas locais.
Denúncias e antecedentes criminais
Um dos casos em investigação é o assassinato de Samir Flores, um ativista que se opunha à construção de uma central termoelétrica e um gasoduto em Morelos, iniciativas apoiadas pelo governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. Outros casos notáveis incluem o homicídio de Félix Oviedo Ocampo, que havia recebido ameaças de familiares de Lavín, e o assassinato da ativista Sandra Rosa Camacho, que também foi candidata à prefeitura.
Relações familiares e implicações
Uma informação que complica ainda mais o caso é a prisão de Andrea ‘N’, sogra de Lavín, que é acusada de integrar uma célula criminosa e desempenhava funções como tesoureira na administração municipal. A relação da família de Lavín com atividades ilegais provoca questionamentos sobre a fragilidade das instituições em Temoac, onde a atuação de grupos delinquentes resultou em um cenário de desordem e insegurança para os habitantes.
As investigações em torno do assassinato de Valentín Lavín ficaram a cargo da Fiscalia Geral do Estado de Morelos, que se empenha em estabelecer conexões mais evidentes entre os crimes e suas motivações.
