A origem da reforma eleitoral em Michoacán está ligada ao temor de imposições, gerando críticas da alcaldesa de Uruapan, Grecia Quiroz. Em sua participação no programa EntreDichos, ela fez uma conexão entre a atual situação política e a memória do seu falecido esposo, Carloz Manzo, assassinado em novembro de 2025. Quiroz destacou a importância de um “voto de castigo” nas eleições de 2027 e convocou os ministros da Suprema Corte de Justiça da Nação para garantir condições justas na disputa eleitoral.
“A população tem o direito de decidir, e essa decisão não poderá ser manipulada. Este é o verdadeiro poder, e devemos resolver as pendências em Michoacán antes das próximas eleições”, afirmou a prefeita, sublinhando o simbolismo do “sombrero” relacionado ao movimento independentista.
Objetivos da reforma eleitoral
A reforma eleitoral visa, entre outras coisas, restringir a aglutinação de candidatos independentes e a utilização de símbolos comuns. Esta iniciativa já resultou em uma ação de inconstitucionalidade, cuja decisão é esperada pela Suprema Corte.
Ela pediu justiça e imparcialidade, solicitando aos ministros que garantam a proteção dos direitos eleitorais.
“Nossa luta ao lado do povo não irá parar”, assegurou a alcaldesa.
Postura em relação ao Movimento Ciudadano
Grecia Quiroz também compartilhou sua posição sobre o distanciamento do Movimento Ciudadano, que a apoiou em contestações eleitorais. Ela reafirmou sua dedicação à independência política e descartou a possibilidade de se candidatar por qualquer partido, inclusive o citado, embora tenha reconhecido a cordialidade da colaboração.
“Meu objetivo é lutar por um movimento que represente as pessoas, não por interesses partidários. Se for da vontade da população, não me inscreverei como candidata. Meu foco não é acumular poder, mas sim defender a comunidade”, finalizou.
