Roberto Velasco, recém-nomeado como canciller, rapidamente se tornou um foco de controvérsias tanto no México quanto no cenário internacional. Logo após seu anúncio, a Comissão de Desaparecimentos da ONU divulgou informações sobre possíveis casos de desaparecimento forçado no país, sugerindo a possibilidade de crimes contra a humanidade. Em resposta, Velasco defendeu o governo mexicano, afirmando que as resoluções da ONU estariam motivadas politicamente e não se baseariam em evidências verificáveis.
A imagem do canciller
Virou notícia uma imagem de Velasco consumindo comida durante uma importante reunião em Washington, quando atuava como segundo de bordo do ex-canciller Marcelo Ebrard. Nesse encontro, o México lidava com uma nova dinâmica histórica relacionada à aceitação de migrantes como terceiro país.
É preciso notar que Velasco não tem uma carreira diplomática longa nem uma experiência significativa no serviço público que ateste sua capacidade no cargo de canciller. Sua trajetória profissional começou em funções menores em órgãos locais, passando por porta-voz até chegar à secretaria que gere as complexas relações entre México e Estados Unidos.
Desafios nas relações com os EUA
A atuação de Velasco nos últimos sete anos e meio foi marcada por tensões com os EUA, um período que teve confrontos e mortes. O comércio sólido entre os dois países é impressionante, com um intercâmbio econômico que atinge 1,8 milhões de dólares por minuto e 2,562 milhões de dólares diariamente, totalizando 839 bilhões de dólares em 2022.
Estratégia questionável
Criticas à postura do novo chanceler surgem especialmente em relação à aprovação de políticas que não refletem a realidade mexicana. Acusações se acumulam em razão de sua tentativa de minimizar a gravidade de questões ligadas ao poder dos cartéis e à sua comunicação restrita com autoridades americanas sobre os temas mais sensíveis.
Particularmente controversas são suas ações relacionadas a Rocha Moya, onde se alega que ele interfere em investigações que ligam o ex-líder do Cartel de Sinaloa a atividades nos EUA. Isso levanta dilemas sobre sua conduta e as alegações de respeito à soberania nacional.
Os desafios são variados, e além de suas obrigações diárias, Velasco encontra resistência interna e externa. Informações de fontes próximas ao governo indicam que a atual administração não tem conseguido restabelecer laços de comunicação com influentes figuras na Casa Branca e no Congresso dos EUA, além de enfrentarem críticas pela seleção de uma equipe sem a devida experiência.
O recente falecimento de um cidadão mexicano sob custódia do ICE gerou descontentamento na comunidade, com críticas à falta de ação do consulado mexicano em Houston. A presidenta Sheinbaum comentou sobre a maneira como a equipe consular parece distraída em vez de se concentrar nas questões locais.
Nos bastidores da chancelaria, cresce a inquietação sobre a falta de experiência de Velasco e sua dificuldade em se conectar efetivamente com potências internacionais. Críticos apontam que sua gestão carece de empatia e estratégia, especialmente em um momento crucial para o México e suas relações exteriores.
