Durante a noite de quinta-feira (16), o ex-presidente Donald Trump fez uma declaração à nação, enquanto as tensões com o Irã aumentavam e as eleições intermediárias nos Estados Unidos se aproximavam. Ele lançou acusações contundentes contra a China, afirmando que o país havia interferido nas eleições presidenciais de 2020, comprometendo dados de 220 milhões de cidadãos americanos e buscando minar a confiança do povo durante a campanha.
Além disso, Trump ressaltou a segurança da fronteira com o México, alegando que essa é a mais segura do mundo, devido à significativa diminuição do número de migrantes nos últimos meses.
Acusações gravíssimas contra a China
O ex-presidente reiterou a necessidade de uma supervisão mais rigorosa nas eleições e revelou que planejava desclassificar informações de inteligência que, segundo ele, evidenciam a participação da China no processo eleitoral. Trump alegou que essas informações estavam encobertas há anos e que elas possibilitaram uma potencial “fraude eleitoral”.
Ele afirmou que ataques cibernéticos atribuídos à China comprometeram os sistemas eletrônicos utilizados nas eleições e que esse movimento era parte de um esforço maior do Partido Comunista Chinês para desestabilizar sua presidência. Trump também insinuou que foram fabricados boletos eleitorais falsos a favor de Joe Biden.
O ex-presidente mencionou ainda que Barack Obama teve um papel em encobrir essa suposta fraude. A divulgação de documentos que, segundo Trump, corroboram suas alegações, levará a uma investigação sobre a intervenção chinesa.
Trump criticou as recentes eleições em estados democratas, achando que elas promovem desigualdades e fraudes através do voto eletrônico, e defendeu a implementação de um sistema de identificação de eleitores mais seguro.
Respostas do Partido Democrata
Kamal Harris, ex-vice-presidenta, prontamente respondeu às alegações de Trump, negando qualquer indício de fraude. Ela reforçou que a eleição de 2020 foi justa e afirmou que a narrativa do ex-presidente busca desencorajar o voto e deslegitimar o sistema eleitoral.
Harris argumentou que a proposta de identificação de eleitores de Trump era uma estratégia manipulativa e de supressão do voto, pretendendo impedir a participação dos cidadãos nas futuras eleições.
Chamadas à ação e promessas
Trump também fez promessas de ação para proteger dados pessoais e anunciou que estava elaborando uma nova legislação intitulada “Save America”, que pretende implementar exigências de identificação para votação e restringir o voto por correio como uma forma de combater fraudes.
Ele encerrou seu discurso enfatizando seus sucessos enquanto estava na presidência, citando a recuperação econômica, a segurança interna e os investimentos recordes nas forças armadas dos EUA. Trump assegurou que o país, após um período de insegurança, agora desfruta de um momento de estabilidade e crescimento.
